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Rafael Costa, Advogado
Rafael Costa
Comentário · há 6 dias
Weslhey - @weslheyramos - e todos dessa discussão,

O Jusbrasil é um diretório de advogados, uma lista, que possui a funcionalidade de enviar uma mensagem a todos os listados numa determinada página do diretório (advogados de uma determinada área X cidade).

Como em toda ferramenta para facilitar contato, a ideia é deixar o usuário à vontade para entrar em contato, não o contrário.

Percebam que não existem sites de advogados, nem páginas de redes sociais de escritórios, que digam: "Se entrar em contato, você será cobrado" ou "Só entre em contato se for me pagar pela nossa conversa inicial".

E por que nenhum advogado ou qualquer outro prestador de serviço coloca uma mensagem dessas em suas comunicações?

Porque isso assusta as pessoas, incluindo aquelas com causas legítimas e que vão contratar um advogado.

Então, o "trade-off" é: inibo todo tipo de contato, assustando-os com avisos de cobrança, para que cheguem muito menos contatos, mas melhor qualificados, ou deixo-os à vontade para entrar em contato e, se forem contatos do meu interesse, respondo-os?

Optamos pela segunda opção, por ser essa a opção que todos os advogados fazem em seus sites e páginas de redes sociais.

Você não é obrigado a responder os contatos e, se os responder, pode ou 1) iniciar a sua conversa já avisando que vai cobrar ou 2) proceder da forma como todo advogado que conheço faz: primeiro entende-se o que está acontecendo, numa conversa preliminar e, em seguida, se for o caso, estabelece-se os termos de um serviço pago.

A impressão que tenho é que se propõe tratamento diferente ao contato das pessoas que chegam via Jusbrasil, por serem, em sua maioria, questões de baixo valor (dificuldades irrelevantes para quem conseguiu se tornar um advogado, apesar de gigantescas para essas pessoas).

O que propõem não é como se age se um Abílio Diniz liga tentando entender uma querela empresarial e avaliar se deve ou não contratar um profissional. Ninguém recebe uma ligação dessas e diz: "Abílio, pera lá, antes que diga qualquer coisa, saiba que essa conversa é cobrada".

O que 100 em cada 100 advogados que conheço fazem, numa situação dessas, é tentar demonstrar conhecimento, sem cobrar por isso, a fim de conquistar a confiança do Abílio, gerar credibilidade e, quem sabe, viabilizar uma contratação.

Já contratei advogados algumas vezes, de preços razoáveis e também aqueles mais caros. Nunca recebi um tratamento como o que propõem. Conheço também várias pessoas que já contrataram parecer de juristas caríssimos e o procedimento sempre é o mesmo: o possível cliente conta tudo, com calma, numa conversa preliminar, que não é paga, e então avalia-se a viabilidade do parecer.

Advogados que trabalham com clientes de baixa renda também adotam o mesmo procedimento de conversa preliminar não cobrada.

Resumindo, esse é o modus operandi de todo profissional do direito (em seus sites, redes sociais e nos contatos que recebem).

Acham mesmo que faz sentido ser diferente no Diretório Jusbrasil? Não acham que isso mais afastaria as pessoas do que as aproximaria, afugentando contatos que poderiam ser de interesse de vocês?

[Lembrando que você não é obrigado a responder esses contatos, nem gasta créditos com o que não responde.]

Se entendem, genuinamente, que deve ser como propõem, por favor nos ajudem com sugestões de como deveria ser essa comunicação e podemos então testá-la e avaliar juntos se é uma abordagem melhor.
Rafael Costa, Advogado
Rafael Costa
Comentário · há 19 dias
Coming soon... @thelsonbarros

Concordamos 100%. A ideia é entregarmos o app do Escritório Online nos próximos 2 meses, não é isso @gabrielkruschewsky @helielson @rodrigo ?

Obrigado pelo feedback. Reforça a importância de priorizarmos o app.

Abraços
Rafael Costa, Advogado
Rafael Costa
Comentário · mês passado
A minha crítica foi mais a de que o artigo sequer aborda os problemas que motivaram a mudança, @gabrielacx .

Sobre os seus pontos:

- Quanto à litigância de má-fé, sim, o instituto sempre existiu, mas, para atacar os problemas de 1) prejuízo de quem é obrigado a litigar e tem razão, 2) deslealdade processual e 3) geração excessiva de demandas, a sucumbência parece funcionar muito melhor: uma regra mais simples, por isso mais efetiva.

- Sobre o trabalhador ganhar o que não tem direito, não tenho dados para comprovar essa afirmação, somente centenas de anedotas de conhecidos, no entanto, são tantas e tão frequentes que a sua afirmação de que acredita que seja muito difícil isso acontecer me faz pensar que vivemos em países diferentes.

- O fundamento da sucumbência não é amedrontar pedidos de direitos básicos; foi criada para não se gerar um prejuízo excessivo para aquela parte que está em dia com os seus deveres e que tem que gastar, porque é obrigado a litigar. É injusto que alguém tenha prejuízo somente para provar que está certo. Além disso, é injusto com a sociedade que o caro aparato judiciário seja movimentado com alegações do tipo "joga para ver se cola".

O empregado não deixará de procurar seus direitos, pois existe a justiça gratuita, para os que não podem arcar com os eventuais prejuízos sucumbenciais. Além disso, a prova, na Justiça do Trabalho, não é tão difícil assim para os empregados.

- Sobre o "contrabalanceamento" dos princípios constitucionais, ao menos quando estudei, 10 anos atrás, existia consenso absoluto entre os constitucionalistas e professores de teoria do direito no sentido de que princípios podem e devem ser interpretados à luz de outros critérios (princípios, normas, jurisprudência, doutrina, etc.).

- Por fim, difícil de acreditar que você não considera como motivo legítimo, para uma ponderação de princípios, a injustiça de se ter prejuízo para se defender de alegações infundadas. Significa dizer que o instituto da sucumbência não tem razão legítima na sua origem.
Rafael Costa, Advogado
Rafael Costa
Comentário · há 3 meses
@joaocastaldi1, obrigado pelo apoio e feedback. A questão do pagamento em boleto é uma longa discussão que temos internamente, mas acredito que tenhamos chegado ao consenso de que, assim que tivermos recursos suficientes, vale a pena modificar o sistema de pagamentos para testar o pagamento em boleto.

Abraços!
Rafael Costa, Advogado
Rafael Costa
Comentário · há 3 meses
Elane - @diariodeconteudojuridico -, bem-vinda de volta!

Não poderíamos estar mais alinhados, como @galvomatheus comentou.

O ponto principal é que, sem a ajuda de todos, para o incentivo e controle / moderação do que acontece por aqui, é praticamente impossível chegarmos à missão de esclarecer todas as questões jurídicas a todas as pessoas.

Ficamos felizes de que esteja de volta nesse grande desafio.

Abraços e um excelente 2018!
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