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18 de Outubro de 2017

Jusbrasil 3 meses depois, como está?

Rafael Costa, Administrador
Publicado por Rafael Costa
há 3 meses

Há 3 meses tive um dia de blogueiro com o artigo "O Jusbrasil pode acabar em 6 meses? Sim, definitivamente".

Publiquei-o de forma despretensiosa, para comunicar à comunidade Jusbrasil, com transparência, a realidade aqui de dentro, buscando compreensão quanto às mudanças que teríamos que fazer.

Nunca experimentei tamanha repercussão.

Apertei o "Publicar" pelo meio dia e à meia noite haviam 400 pessoas simultaneamente na página do artigo, mostrava o Google Analytics; mais de 300 pessoas haviam me adicionado nas redes sociais e meu Whatsapp e Messenger não paravam de receber mensagens - não sei nem como descobriam meu número rs.

O que resultou do artigo? Foi ruim abrir os dados da empresa?

Muita gente me pergunta sobre o resultado e consequências do que muitos consideraram uma loucura: abrir dados e informações tão sensíveis da empresa.

A crítica padrão é que demonstrar fraquezas é péssimo, pois diminui a moral do time e a vontade de outros de se aliarem a você.

O conselho padrão é o fake it until you make it, ou seja, finja sucesso para evitar os problemas do parágrafo acima.

Humm... Sempre desconfiamos dos dois, digo por quê.

Primeiro de tudo, porque o Jus já nasceu com um DNA de fazer tudo ao contrário.

De fato, meu apelido na escola, aos 9 anos de idade, era "do contra". Aquele método dos "5 Porquês", eu fazia ao cubo.

Com meus sócios, não devia ser muito diferente. Como diz um deles, Daniel, um dia ainda vamos escrever um livro intitulado "Como dar certo fazendo tudo errado" rsrs...

Por ora, ainda falta o "dar certo" para começarmos o livro, mas, se tiverem curiosidade, contei, dois dias atrás, um pouco da nossa história e do esforço e quebra de paradigmas que fazem o Jusbrasil. Foi no evento Direito e Startups, promovido pela OAB/RJ - em 34m:45s resumo a história do Jus, em 1h:26m:10s um amigo me deu a oportunidade de falar sobre essa quase contra-cultura empresarial da gente. Segue o vídeo por inteiro.

Afora esse nosso natural ceticismo quanto a tudo o que "deve ser assim porque sempre foi assim", eis os motivos mais específicos da nossa desconfiança:

Quanto ao "fake it until you make it", gosto mais da sabedoria sempre lembrada pelo meu amigo Inácio, segundo a qual "a verdade liberta".

Nós, empreendedores, já temos uma carga de estresse muito grande em nossas costas. Sustentar mentiras eleva ainda mais essa carga.

Toda mentira traz estresse emocional e, em algum momento, vem à tona, prejudicando a sua confiabilidade e reputação. Isso normalmente não é pensado quando se recomenda "fingir até conseguir".

Prefiro ter menos um ponto de estresse e prezar pela reputação e confiabilidade perante o time Jus e o mercado.

Quanto à crítica por demonstrar fraquezas, vou com o Ben Horowitz, em "O lado difícil das situações difíceis" (versão inglês com preço mais em conta).

O livro é fenomenal, considerado leitura obrigatória sobre liderança por publicações como o The Economist.

Separo abaixo um trecho onde ele toca esse ponto da demonstração de fraquezas - a tradução é minha e foi feita a toque de caixa:

OS CEOS DEVEM COMUNICAR A REALIDADE
Uma das principais lições para um fundador e CEO é totalmente contraintuitiva. Minha maior evolução pessoal como CEO ocorreu no dia em que parei de ser tão positivo.
Jovem, na posição de um CEO, eu senti a pressão — a pressão de funcionários dependendo de mim, a pressão de não saber exatamente o que eu estava fazendo, a pressão de ser responsável por dezenas de milhões de dólares do dinheiro de outras pessoas. Como consequência dessa pressão, eu sentia as falhas de forma extremamente dura. Se falhássemos na conquista de um novo cliente, se perdêssemos um prazo ou se entregássemos um produto não muito bom, isso pesava muito em mim. Eu pensava que pioraria o problema se transferisse esse peso para meus colaboradores. Então, ao invés disso, entendia que deveria projetar um comportamento super positivo para então levar as tropas, mais tranquilas, à vitória. Eu estava completamente errado.
Percebi o erro durante uma conversa com meu cunhado, Cartheu. Naquele tempo, Cartheu trabalhava para a AT&T como telefonista (ele é um desses caras que escala os pólos). Eu havia acabado de encontrar com um executivo sênior da AT&T, que aqui chamarei de Fred, e estava empolgado para perguntar ao Cartheu se ele o conhecia. Cartheu, então, disse, "Sim, conheço o Fred. Ele aparece uma vez por trimestre para soprar raios de sol na minha bunda". [Como traduzir? rsrs - “Yeah, I know Fred. He comes by about once a quarter to blow a little sunshine up my ass". O sentido é de elogios sem sinceridade]. Nesse momento entendi que estava ferrando minha empresa sendo positivo demais.
Em minha cabeça, estava mantendo todos num alto patamar de motivação ao enfatizar o positivo e ignorar o negativo. Mas meu time sabia que a realidade continha muito mais nuances do que eu descrevia. E não só eles percebiam que as coisas não eram o mar de rosas que eu descrevia, como ainda tinham que ficar me ouvindo 'soprar raios de sol em suas bundas' em todas as reuniões da empresa.
O que me levou a cometer tamanho erro e por que foi um grande erro?
A ILUSÃO DA POSITIVIDADE
Como eu estava na posição mais alta da empresa, pensava que seria a pessoa mais preparada para lidar com as más notícias. O oposto era verdade: Ninguém sentia o peso das más notícias mais do que eu. Os engenheiros tiravam facilmente de suas mentes coisas que me mantinham acordado a noite inteira. Afinal, eu era o fundador e CEO. Era eu o único 'casado' com a empresa. Se as coisas fossem terrivelmente mal, eles poderiam se afastar, mas eu não. Como consequência, os funcionários lidavam com as perdas com muito mais tranquilidade do que eu.
De forma ainda mais estúpida, eu pensava que era um trabalho meu, e só meu, o de se preocupar com os problemas da empresa. Se eu estivesse pensando com mais clareza, teria entendido que não fazia sentido que eu fosse o único preocupado, por exemplo, com o produto não estar exatamente como queríamos — até porque não era eu quem estava escrevendo o código para consertar os erros.
Um ideia muito melhor teria sido passar o problema àqueles que poderiam não apenas consertá-lo, mas que, além disso, ficariam pessoalmente empolgados e motivados em o fazer. Um outro exemplo: Se perdêssemos um potencial cliente de porte, toda a organização precisaria entender a razão, para que pudéssemos, juntos, consertar as coisas que estavam erradas com o produto, com o marketing ou com o processo de vendas. Se eu insistisse em guardar essas falhas para mim, não seria possível iniciar esse processo.
POR QUE COMUNICAR A REALIDADE É UM IMPERATIVO
Existem três razões fundamentais que explicam porque faz sentido ser transparente sobre os problemas da sua empresa:
1. Confiança.
Sem confiança, a comunicação quebra. Mais especificamente:
Em qualquer interação humana, a quantidade de comunicação necessária é inversamente proporcional ao nível de confiança.
Considere o seguinte: Se eu confio completamente em você, então não exijo qualquer explicação ou comunicação de qualquer das suas ações, porque sei que, o que quer que esteja fazendo, será feito resguardando os meus melhores interesses. De outro lado, se não confio de forma alguma em você, não haverá conversa, explicação ou racionalização que fará efeito em mim, porque não confio que está me dizendo a verdade.
No contexto de uma empresa, esse é um ponto crítico. À medida que uma empresa cresce, comunicação se torna o maior desafio. Se o time tiver plena confiança no CEO, a comunicação será muito mais eficiente do que se não tiver. Falar das coisas como elas realmente são é fundamental para a construção dessa confiança. A habilidade de um CEO para construir essa confiança ao longo do tempo é frequentemente a diferença entre empresas que executam bem e empresas que são caóticas.
2. Quanto mais cérebros trabalhando nos problemas difíceis, melhor.
Para construir uma grande empresa de tecnologia, é preciso contratar pessoas incrivelmente talentosas aos montes. É um total desperdício ter inúmeras mentes brilhantes e não deixá-las trabalhar nos seus maiores problemas. Uma mente, não importa o quão brilhante seja, jamais conseguirá resolver um problema que desconhece. Como a comunidade open-source diria, 'Dados olhos suficientes, todos os erros são óbvios'.
3. Uma boa cultura é como o antigo protocolo de roteamento RIP: As más notícias se espalham rápido; As boas notícias se espalham devagar.
Se você investigar as empresas que quebraram, descobrirá que muitos dos colaboradores já conheciam os problemas fatais bem antes desses problemas matarem a empresa. Se os colaboradores conheciam tais problemas, por que não disseram nada? Frequentemente a resposta é a de que a cultura da empresa desincentivava a comunicação de más notícias, de forma que o conhecimento permanecera adormecido até que fosse tarde demais.
Uma cultura empresarial saudável incentiva a difusão de más notícias. Uma empresa que discute os seus problemas de forma livre e aberta pode rapidamente resolvê-los. Uma empresa que esconde os seus problemas acaba por frustrar todos os envolvidos. A conclusão sobre como devem os CEOs agir é: Construa uma cultura que recompense — ao contrário de punir — quem difunde os problemas para que outros possam resolvê-los.
UM PENSAMENTO FINAL
Se você gere uma empresa, você sofrerá uma enorme pressão psicológica para que seja excessivamente positivo. Encare a pressão, enfrente seus medos e 'dê a real' sobre as coisas.

A diferença foi que extrapolamos a comunicação para o mercado inteiro, rs, mas com base nos mesmos princípios aí escritos.

O resultado foi bastante similar em vários aspectos do que o Ben Horowitz escreveu.

Em que especificamente resultou ignorar as regras 'nunca expor suas fraquezas' e 'fingir até conseguir'?

Foram tantas coisas positivas que é até difícil de lembrar de todas para listar aqui:

  • Recebemos uma avalanche de feedbacks, críticas construtivas, ideias e de ajuda em soluções específicas - valor inestimável. Incrível a solidariedade que recebemos;
  • Os cortes de custos, demissões e aumentos de preços foram perfeitamente compreendidos pelo nosso time e pelos nossos clientes - a grande maioria, em verdade, não só compreendeu, como apoiou;
  • Nunca tantas pessoas absorveram o que é o Jusbrasil e o seu propósito. Já escrevi artigos do tipo 'missão e valores do Jusbrasil' e o efeito foi quase nulo. Dessa vez, deparei-me na internet com comentários do tipo 'eu não li esse post, eu o devorei!'. Foram mais de 70 mil leitores com média de 10 minutos por visita. Nosso Sobre Nós teve picos históricos de acesso. [Aqui, vale lembrar o que o Seth Godin disse em All Marketers Are Liars: The Power of Telling Authentic Stories in a Low-Trust World. Em resumo: histórias autênticas se sobressaem];
  • Recebemos inúmeros convites para palestras e entrevistas;
  • Fiquei mais leve, muito mais leve, sem a tarefa de ter que posar de 'case' foda das galáxias;
  • Nunca levamos o breakeven tão a sério. Tive a percepção de que o artigo contribuiu até para que eu mesmo me engajasse mais com o desafio de equilibrar as contas;
  • Pessoas talentosas se identificaram com o nosso trabalho, cultura e transparência e nos procuraram com o intuito de se juntar ao time;
  • Aqueles que já 'namoravam' se juntar ao time Jus - e esse era um grande receio - permaneceram igualmente ou ainda mais motivados a entrar;
  • Nenhum membro do time pediu demissão. Isto é, ninguém ficou preocupado com a 'fraqueza' da empresa e saiu à procura de outro lugar para trabalhar. [Algumas empresas abordaram membros do time com ofertas de emprego];
  • Nossos investidores elogiaram a iniciativa e a consideraram um marco para o mercado brasileiro, onde temos uma cultura de proteger excessivamente as informações (sendo um fato que a troca de conhecimento eleva todo o ecossistema, vide Vale do Silício);
  • Outros investidores se aproximaram e deixaram claro que possuem interesse de investir no Jus;
  • Senti que a nossa reputação, como empreendedores, saltou no conceito de muita gente que admiro;
  • De forma generalizada, tivemos um feedback muito positivo de todos os lados.

E o break-even, rolou?!

Deixamos para o final a melhor notícia :-)

Sim, rolou! Tivemos, mês passado, 18k de resultado positivo, com todas as continhas, encargos e impostos devidamente pagos. Um marco histórico para nós.

E o melhor, com pouco corte de equipe e com uma solução alternativa para não matar a seção de Diários - explico num próximo post. No mais, executamos aquele plano; conseguimos aumentar a receita e a boa surpresa foi que conseguimos um corte bem maior do que o esperado no custo de servidores.

E o Jusbrasil ainda pode acabar?

Sem dúvidas. Infelizmente, como quase todo negócio, ainda mais no Brasil, inúmeros outros riscos o ameaçam...

Mas se livrar daquela assombração do cash burn, num momento desses, é bom demaiss!! :D

Foi tudo numa boa?

De forma alguma, doeu muito fazer algumas demissões, estou sendo processado pessoalmente pelo advogado que nos enche de processos e toda a exposição vem com duros golpes no ego - é preciso estar preparado para as críticas desinformadas e cretinas que você recebe, em geral daqueles que nunca botaram a cara na arena; a gente, burra e egoicamente, acaba prestando atenção demais nelas.

Fecho então com essa citação clássica, até clichê, do Roosevelt, mas que, desde os nossos primeiros dias, dez anos atrás, sempre foi um conforto nos momentos de baixa dessa montanha russa chamada Jusbrasil:

Não é o crítico que conta; Não é o homem que aponta como o homem forte tropeça, ou onde o realizador de ações poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está realmente na arena, cuja face está manchada pela poeira e suor e sangue; Que se esforça valentemente; Que erra, que “quase chega lá” repetidamente, porque não há nenhum esforço sem erro ou falha; Mas que realmente se esforça para fazer as obras; Que conhece o grande entusiasmo, e a grande devoção; Que se consome numa causa digna; Que, no melhor dos casos, conhece no final o triunfo da alta realização e que, no pior dos casos, se falhar, pelo menos falhará tendo ousado muito, de modo a que o seu lugar nunca estará com aquelas almas tímidas e frias que não conhecem nem a vitória, nem a derrota."


Muito obrigado a todos pelo incrível carinho e solidariedade que recebemos 💚


Muito obrigado ao time Jusbrasil, que sempre esteve firme, na arena, botando a cara para bater. Meus sócios @danielmurta, @gustavomaia, @lppinho, @rodrigo, @tupy. Nosso timaço @alexandre-atheniense, @andersonsoares, @andersonba, @andrewsmedina, @bruglopes, @brunnobaraujo, @brunotp, @camilavazvaz, @carolalmeidab, @carlosstrand, @carolineborges1990, @dai, @duanecarvalho, @emersonmf, @erikvinicius5, @felipems0, @gabrielsousamarquesdeazevedo, @gabrielpjordao, @gabrielkruschewsky, @gabrielgene, @geisasantos, @helielson, @henriquevasconceloss, @igorleiters, @ig, @iurilantyer, @jpaulobritoalves, @juligreis, @cat, @leogamas, @leodinizn, @luanachaves4, @mbiondi, @martinezlucas, @mara, @marciovicente, @mari.pacheco, @marissacj, @matheuscorcel, @nataliafoliveira, @patriciafarias, @paulo.bittencourt, @pauloprad, @rafaelverger, @rafael42, @robscortez, @robsonpeixoto, @rodrigoribeiro, @shankarcabus, @vanessabrs, @ygormutti.

27 Comentários

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Escrevi e apaguei esse comentário umas 99 vezes, talvez mais. É difícil demais explicar com algumas palavras, o mix de sensações que é, ter a oportunidade de fazer parte disso. Acho que a palavra que mais se encaixa nesse meu discurso é gratidão.

Obrigado a todo Time Jusbrasil por me acolherem e me deixarem fazer parte dessa família que somos. Obrigado pela confiança Rafa, ao nos deixar caminhar sozinhos nesse projeto enorme que tem MUITA paixão e luta envolvida.

De estagiário a sócio (acho que posso falar por todos), o que sentimos quando estamos lutando pelo Jusbrasil é inexplicável.

A melhor analogia que encontrei, é quando tentamos explicar o porquê de torcer por tal time de futebol. Simplesmente não existe explicação; a paixão nos move, nos tropeços e nas conquistas! E só há uma maneira de haver conquistas: Com muito suor e trabalho! Então vamos que vamos. JUNTOS! continuar lendo

Nobres colegas, primeiramente, parabéns Rafael Costa pela sinceridade, coragem, honestidade e acima de tudo, ser uma pessoa verdadeira em um mundo atual tão cheio de falsetas , o Brasil precisa muito de pessoas como você. Só temos a ganhar tendo pessoas como você. Parabéns também ao time Jus Brasil. Estamos juntos, basta convocar na hora que precisar. Rafael não se desanime com as críticas e as ações dos opositores, quando elas aparecem é porque você esta se destacando e fazendo a diferença no meio social. Novamente parabéns, continue nesta trilha, você só tem a ganhar. continuar lendo

Muito legal, Rafa! Taí uma parte II tão boa quanto a do Poderoso Chefão. :)

Até hoje eu lembro como o primeiro artigo realmente "causou". Fui a uma formatura, no fim de semana seguinte à publicação, e antes mesmo de rolar um "E aí, Biondi, tudo beleza?", eu ouvia "Como assim o Jusbrasil vai acabar?!" rsrsrs.
Porém, ao mesmo tempo em que ficaram preocupados, todos elogiaram a postura corajosa e incomum que estava por trás de tal ato.

Aproveito pra deixar registrada minha alegria por estar envolvida em um projeto com um impacto social tão forte e por poder compartilhar com os amigos supracitados (sim, são bem mais que colegas) dias de trabalho duro, mas extremamente recompensantes.

E como disse um alemão bigodudo: "Aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música."; então, vamos continuar fazendo tudo "errado" porque já deu certo! ;) continuar lendo

Decidi assinar o jusbrasil depois de saber da situação do site. Achei que seria um dinheiro bem gasto e me estimulou a começar a utilizar mais a plataforma. Vida longa!! continuar lendo

O líder tem que tar no campo, olhando no olho dos soldados e mandando a real. No final de Independence Day o presidente fala "We will not go quietly into the night" na frente do exército tomando vento na cara usando um walkie talkie emprestado. Não na sala de imprensa da casa branca com o cabelinho arrumado lendo o teleprompter fingindo que tá tudo bem. Esse tipo de transparência e confiança no time é o que inspira até nos membros de mais baixo ranking a vontade de se esforçar pra fazer a diferença.

Muito orgulho de fazer parte desse time e muito obrigado pela confiança. continuar lendo