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26 de Junho de 2017

O Jusbrasil pode acabar em 6 meses? Sim, definitivamente

Veja o que se passa aqui por trás e quais as ações que estamos tomando para que isso não aconteça.

Rafael Costa, Administrador
Publicado por Rafael Costa
há 2 meses

Um grande amigo meu me enviou as seguintes mensagens semana passada, preocupado com estarmos afastando os usuários:

O Jusbrasil pode acabar em 6 meses Sim definitivamente

Meu amigo: "Bill [ele me chama de" Bill ":-)], tentei copiar uma ementa pra colocar em uma Apelação que estou fazendo e quando eu cliquei para copiar pelo site e apareceu uma mensagem depois dizendo que só quem é pro pode fazer isso. Fiquei pirado! Hahahahaha. Tomem cuidado, pois essas coisas podem afastar as pessoas do site por besteira, pois dá pra copiar a ementa de qualquer jeito pela página anterior. Vou te mostrar as fotos pra você ver o que estou falando. Abraço!"

Eu: "Fala, meu amigo! É só a Ementa para Citação que é uma funcionalidade paga mesmo. Se o usuário quiser copiar a ementa e montar ele mesmo a Ementa para Citação, é liberado mesmo."

"A ideia aí é realmente fazer com que os profissionais (aqueles que extraem mais valor do site) contribuam mais, mas mantendo toda a informação aberta (só cobramos por funcionalidades especiais, e não pela informação em si)."

"Não tem muito para onde corrermos, porque ou é isso, ou o site acaba por falta de recursos para se manter. Publicidade não paga nossa conta mensal de 200 mil só para servidores, fora time, etc., para manter o serviço de jurisprudência."

"Se publicidade pagasse, seria o melhor dos mundos, mas não chega nem perto..."

Meu amigo: "Kkkkkkkk. Entendi! É porque na minha visão é uma coisa tão simples que isso não força as pessoas a assinar. Se ainda bloqueasse o site todo para copiar isso faria sentido para mim na visão de usuário hehehehe, mas eu entendi o ponto de vista de vocês como empreendedores. Vou até fazer assinatura em breve, pois estou montando meu escritório individual e assim que estiver pronto eu assino."

"E o custo de 200 mil reais de servidores é muito pesado hein? Pqp! Kkkkkk"

Eu: "rs, é durezaa... Pois é, a ideia não é forçar a barra cobrando por conteúdo, mas apenas por funcionalidades que não impedem o uso. Se o advogado fizer a conta, percebe que só o tempo que perde montando essas ementas para citação já custa muito mais que os 14 reais da assinatura. Além disso, ajudará a iniciativa a se manter e melhorar o serviço."

Meu amigo: "Entendi. Tem que ver maneiras de fazer essa consciência chegar mais para os advogados..."

Eu: "Por incrível que pareça, essa funcionalidade já gera hoje mais $ do que publicidade, mas, realmente, ainda não fecha a conta. Temos que ter outras fontes de receita para fechar."

Meu amigo: "Massa! Vou pensar em algo pra ajudar a divulgação na prática e se eu tiver alguma ideia boa te aviso kkkkk"

Eu: "Valeu!"

Nossa situação financeira

Preto no branco: gastamos cerca de 1 milhão por mês e temos cerca de 800 mil de receita. Ou seja, um prejuízo de 200 mil reais por mês.

Como sustentamos esse prejuízo? Com os investimentos que conseguimos com fundos de venture capital.

É natural queimar caixa após um investimento (o tal do "cash burn"), afinal, você pega o investimento para chegar mais rápido onde quer chegar, o que implica em queima de caixa, mas, quando esse dinheiro está prestes a acabar, só restam duas alternativas:

  1. levantar mais dinheiro através de uma nova rodada de investimentos;
  2. equilibrar as contas (aumentando receita e cortando custos).

A opção 1 tem três desvantagens: a) você pode não conseguir o investimento (não é nada fácil arrumar alguém disposto a arriscar alguns milhões em sua empresa inovadora - o que já carrega um grande risco - e ainda sujeita ao risco Brasil); b) a cada rodada de investimento os investidores adquirem uma parcela maior da empresa; c) o processo para levantar capital retira o foco no produto, pois parte importante do time (como o próprio CEO) passa a se dedicar apenas ao "fund raising".

Por esses motivos, decidimos pela opção 2, e o nosso plano é equilibrar as contas cortando 100 mil de custos ao passo que aumentamos em 100 mil a receita, isso dentro dos próximos 3 meses.

Após essa medida, ainda pode fazer sentido procurar uma nova rodada de investimento, já que estamos, digamos, a 2-3% do produto Jusbrasil que visualizamos (e quanto mais navegamos, mais enxergamos como melhorá-lo). De qualquer forma, negociar um novo round de investimento sem a corda do "cash burn" no pescoço nos dá muito mais tranquilidade e poder de barganha.

A grande questão é:

Como equilibrar as contas?

Nossos custos mensais se resumem a:

  • Folha: 380 mil
  • Servidores: 200 mil
  • Impostos: 200 mil [como pode uma empresa que opera sob regime de lucro real, com prejuízo, ter 200 mil de carga tributária num mês?! Só no Brasil / Atualização: como se não bastasse, acabamos de saber que o governo retirou "informática" da desoneração de folha e teremos agora mais 30 mil em impostos: a conta agora vai para 230 mil.]
  • Licenças de softwares e SAASs que utilizamos: 70 mil
  • Jurídico: 50 mil por mês e subindo [falaremos bastante disso]
  • Escritório + energia + comida + reparos: 50 mil
  • Ações de marketing + Viagens + outros custos diversos: 50 mil
  • Isso soma perto de 1 milhão por mês.

Como cortar 100 mil mensal?

Corte na folha - 25 a 30 mil:

Primeiro, um pouco de contexto sobre a nossa folha.

Nosso time já é minúsculo em relação ao impacto do Jusbrasil:

  • Somos o site jurídico #1 do mundo, tanto em volume de acessos, com 20 milhões de usuários por mês, quanto em volume de informação, disponibilizando um banco de dados com mais de 1 bilhão de documentos (o que representa 50% das páginas da internet brasileira).
  • Além de ter que sustentar isso, continuamos evoluindo o produto Jusbrasil a passos largos, algo que também consome muito recurso.

Raríssimas são as empresas com esse nível de impacto que operam com uma folha de pouco mais de 100 mil dólares por mês.

Já temos salários bem baixos para pessoas tão talentosas:

Nem todos têm noção, mas esse mercado de TI trabalha com salários bem acima da média das outras profissões.

Um programador realmente talentoso já sai da faculdade com ofertas de salário que custam 10-12 mil por mês a quem paga.

E sim, um programador talentoso entrega 10 vezes mais (ou até 50x mais, como afirmava Steve Jobs) do que um mediano que custaria 2-3 mil por mês.

Um projeto do nível tecnológico do Jusbrasil só é possível de se fazer com o apoio dos mais talentosos.

E um programador sênior top? Quanto custa?.. Aí já estamos falando de 35-40 mil por mês.

E os programadores do Jusbrasil, quanto custam? Uma média de 6 mil por mês.

[Um rápido adendo. Você deve estar se perguntando: "por que aceitam isso?" Resposta: porque acreditam e assumem para si o nosso propósito, tanto de missão do produto Jusbrasil quanto de fazer com que trabalho não seja algo massacrante.]

E vale para todos. Eu, sem dúvidas, sou o CEO de menor pro labore entre as empresas investidas pelos nossos investidores.

Onde dói o corte na folha: a) em demitir pessoas competentes, imbuídas do nosso propósito [se demitir já é sempre uma experiência psicológica devastadora, imagina demitir quem está mandando bem]; b) em atrasar a evolução do produto Jusbrasil.

Corte nos servidores - 35 mil:

Vocês devem ter notado que o site andava caindo muito e vem se estabilizando, mas ainda encontra-se instável.

Isso está acontecendo por estarmos migrando toda a estrutura de servidores do Jusbrasil para o cloud do Google.

Vantagens: cortaremos diretamente 35 mil de custos (servidores do Google são mais baratos) e, em servidores melhores e mais estáveis, liberaremos para outras atividades 2 programadores que ficavam em tempo integral cuidando para que os serviços do Jusbrasil não caíssem.

Onde dói o corte de custos de servidores: a) a degradação da experiência de nossos usuários em razão das inevitáveis instabilidades durante a migração de um para o outro; b) 3 meses de toda a equipe de desenvolvimento fazendo apenas isso, o que significam 3 meses sem evoluir o produto Jusbrasil aos olhos dos usuários.

Corte no jurídico:

Onde dói o corte de custos jurídicos [e esse dói em especial]: muito provavelmente mataremos a seção de Diários Oficiais do Jusbrasil para acabar com esses custos do Jurídico. Uma seção utilizada por milhões de pessoas e que provê um nível nunca antes visto de acesso à informação pública e de transparência sobre as atividades dos 3 poderes.

Nosso custo jurídico vem basicamente de responder (e ganhar!) ações que pedem danos morais pela reprodução de conteúdo dos diários oficiais pelo Jusbrasil.

Temos mais de 500 ações; e isso porque atendemos a mais de 800 pedidos de remoção por dia.

Ganhamos 100% das mais de 250 ações julgadas. Não estou falando de 98% ou 99%, estou falando de literalmente 100%.

Onde pega? Apenas nos defendermos dessas ações já gera esse custo. Temos que ter advogados atuando em cada cidade do interior do Brasil e, quando ganhamos essas ações, não somos ressarcidos, em razão da justiça gratuita.

Solução? Cortar o produto.

A seção de diários do Jusbrasil não se paga. O que ela gera de receita é muito inferior ao seu custo de armazenamento da informação + esse custo jurídico que só cresce.

Só mantemos essa seção no ar em função do nosso propósito de gerar acesso à informação e transparência.

Mas ficou inviável: a indústria das ações, alimentada por advogados como o Thiago Rochester Avila e outros, somada à justiça gratuita, inviabilizou o produto.

O Thiago aí perdeu todas as dezenas de ações já julgadas que moveu contra o Jusbrasil, mas, não obstante, ele continua convencendo mais e mais pessoas a nos acionarem - já beira a 100 o número de ações que apenas ele promove contra o Jusbrasil.

Parabéns, Thiago, você está sendo bem importante na decisão de matar um produto que serve a 50 milhões de brasileiros por ano.

Bom, voltando ao tópico do artigo, aqui conseguiremos cortar entre 30-40 mil por mês.

Cortes diversos:

Outros cortes ajudarão a garantir que cheguemos aos 100 mil. Entre eles estão a comida que oferecíamos a baixíssimo custo para todos os membros do time (custo de cerca de 15 mil por mês) e que passará a ser pré-paga, o corte de softwares (SAASs) bem úteis de terceiros*, mas sem os quais conseguiremos viver até nos recuperarmos, e até de benefícios como o professor de inglês que disponibilizamos para o time.

*Um exemplo entre o corte de softwares de terceiros é o corte do sistema de moderação automática dos comentários do Jus, feito pela Keepcon, - em função disso, vocês verão mais ofensas nos comentários do Jus. Contamos com a colaboração de todos para denunciarem.

Mas será passageiro! Trabalharemos para gerar receita que nos permita reimplementar essas e outras ações para melhoria do Jus e crescimento pessoal do time.

Ok!, cortamos 100 mil, mas como gerar mais 100 mil de receita para fechar a conta dos 200?

Aqui, caro usuário, é que precisaremos da sua compreensão.

A resposta é direta: precisaremos cobrar mais pelos serviços.

  1. Jusbrasil Plus sobe de 9 para 14 por mês.
  2. Jusbrasil Pro precisará cobrar mais de quem utiliza mais.
  3. Aqui estão os famigerados créditos dos quais nossos assinantes Pro tanto reclamam. O que acontecia até pouco tempo atrás: o advogado assinante pagava R$ 49 por mês e podia utilizar ilimitadamente o sistema para responder as mensagens de usuários.

    Como sabemos, parte dessas mensagens são de pessoas em busca de advogados e podem evoluir para contratações de advogados.

    O que ocorre é que, nesse sistema, uma minoria de advogados, pagantes do mesmo valor dos demais, exaurem as mensagens, respondendo literalmente milhares por mês. A consequência disso: a maioria dos pagantes estava financiando a atividade desses muito ativos, daí ficam insatisfeitos por não conseguirem evoluir os contatos até contratações (já que os remetentes já são rapidamente respondidos pelos muito ativos) e acabam cancelando o serviço.

    A solução que vemos aqui é cobrar proporcionalmente ao uso do sistema, de forma a maneirar a atuação dos advogados muito ativos e deixar as oportunidades melhor distribuídas entre os assinantes. Daí nasceu e vem sendo expandido o sistema de créditos.

    Com essa estratégia esperamos gerar mais receita 1) com menos cancelamentos de assinantes insatisfeitos - melhorando a retenção e 2) cobrando mais de quem utiliza mais o sistema.

Com essas duas ações, e um pouco de sorte, esperamos gerar mais 100 mil de receita mensal para o Jus.

Aqui, lembro-me de como fiquei um tanto impactado quando vi um empreendedor que admiro, o David Heinemeier Hansson, afirmando categoricamente que, "se você gosta de um produto, você deve pagar por ele", do contrário o produto não terá recursos para melhorar ou morrerá, e você ficará sem o benefício que aprecia, assim como uma bela missão de transformação do mundo pode deixar de acontecer.

Trata-se de uma ideia simples, até banal, mas mudou a forma como vejo a empresa em cuja missão acredito me cobrando por seus serviços ou produtos.

Meu dinheiro é o meu voto. Alocando o meu dinheiro eu influencio diretamente no que sobrevive, no que se desenvolve e no que morre.

Esse artigo é simplesmente para, com toda a humildade e transparência, pedir a sua compreensão e o seu voto pela missão e visão do Jusbrasil, assim como para agradecer e mostrar aos nossos assinantes o quão fundamentais eles são.

342 Comentários

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"Bill",

Parabéns pela transparência e bom senso.

É importante que as pessoas tomem consciência que nada é "de graça". Sempre há alguém que paga a conta. continuar lendo

:-) Muito obrigado, Rosane - @rosane70 - esse artigo é também para agradecer o suporte de assinantes como você. continuar lendo

Nobre colega Bil ou Rafael, faço uma sugestão, se cada assinante do site que não seja Pro, pois já paga uma taxa mensal, contribuísse no mínimo com R$ 5,00 (cinco reais) por mês descontados na conta telefônica pessoal ajudaria a manter o site. Ora nós vivemos fazendo contribuições para fins sociais e outros, não custa realizar um gasto de pequena monta para manter este site tão importante. pense nesta sugestão. Gostei da transparência. continuar lendo

Prezado Rafael,

No intuito de colaborar para a continuidade e melhoria do importante serviço prestado pelo JUSBRASIL, tomo a liberdade de sugerir-lhe a criação de um sistema de contribuições voltado especificamente para o público jurídico composto por Juízes, Promotores, Defensores Públicos, Procuradores, servidores públicos em geral, uma vez que o sistema PRO é direcionado ao público de advogados profissionais liberais.

Este comentarista, que exerce o cargo de Analista Judiciário, no exercício do qual utiliza o serviço do JUSBRASIL diariamente, muita satisfação teria em poder contribuir, no entanto, tal é impossível pelo sistema PRO, que é direcionado aos ilustres profissionais liberais, possibilitando contato com clientes, o que não é indicado para servidores públicos, lato sensu. continuar lendo

Prezado Rafael, parabéns pela postagem! Há alguns meses vinha conversando com alguns colegas acerca do Jusbrasil e muitos reclamaram da falta de transparência do site e do aumento vertiginoso de casos quentes - que antes "esfriavam" em até duas horas, depois passou para cerca de 5-6 horas e hoje dura até mais de dia. Alguns deles até cancelaram o plano. Por que não cancelei: apenas UM cliente que consegui através do Jusbrasil (detalhe, não era "caso quente"), com o pagamento de honorários, já "bancou" 4 anos de assinatura (59 reais/mês). Assim, vejo mais vantagem do que desvantagem, sou fã do site, todos em meu escritório o acessam, espalho pra Deus e o mundo! Vida longa e sucesso na empreitada. Dependendo de mim, continuo assinando até 2050. Abraços. continuar lendo

Muito obrigado pelo relato, Giordano - @giordanoadv.

Você tocou num ponto super relevante: às vezes basta um único contato para que se paguem anos de assinaturas.

O problema é que nem todos têm a sorte de ter um contato de sucesso nas primeiras interações e então ficam desacreditados e não insistem.

O sistema de créditos, como disse no artigo, deve ajudar a distribuir melhor essas oportunidades. continuar lendo

Faço minhas as palavras do colega. Pra mim é um investimento fantástico. continuar lendo

Caro colega,
Depois de mais de 1.000 consultas dadas, todas pessoais e direcionadas, sem aquele chavão de "posso te ajudar mas preciso entender melhor seu problema, venha até nosso escritório...", só não cancelei ainda (pela 2a vez) por acreditar que terei a mesma sorte que você. Porém, devido a nada ter se concretizado até hoje, o valor investido está se tornando prejuízo devido ao tempo dedicado em auxiliar e dar atenção aos que nos procuram. continuar lendo

Prezada Andreia - @andreiadiniz

Em outro comentário neste tópico, informei que alem de advogado tenho formação em estatística, iniciei a utilização do portal de forma ineficaz com o pensamento simplório de que meu lucro estaria diretamente ligado a quantidade de casos que eu respondesse e principalmente se eu conseguisse ser mais rápido que meus concorrentes.
Foi quando percebi que não estava surtindo efeito algum minhas horas e horas gastas com respostas e que era inútil passar horas garimpando casos no portal, tentando ser cada vez mais eficaz e rápido que meus colegas.
Então resolvi fazer um pequeno data Warehouse com uma amostragem não probabilística.
Qual foi o meu método? Criei diversos casos hipotéticos e submeti ao Jusbrasil na condição de consulente, não de advogado, casos inclusive que seriam de muita probabilidade de contratação, e essa foi minha forma de estudar o comportamento de meus "concorrentes".
O que descobri com meu pequeno estudo comportamental, é que as respostas de meus colegas eram na maioria das vezes muito ruins e sem conteúdo algum, raríssimas vezes recebi uma resposta condizente com o caso hipotético.
Vi uma oportunidade e passei a não importar com a quantidade de advogados que responderam o caso, e nem tão pouco em ser um dos primeiros a responder, passei a escolher os mais interessantes e com maior probabilidade de contratação.
Alias em alguns caso eu ate aguardava ter mais de 6 respostas para que eu enfim enviasse a minha com conteúdo e mostrando que eu sei o caminho para a solução do problema, acreditei que é quando justamente o provável cliente esta cansado de receber respostas ruins que é a hora de receber uma boa resposta.
Sabe o que aconteceu com esta minha mudança de comportamento? Passei a captar clientes com a ferramenta.
Porque estou lhe falando isso tudo? Porque a senhora comentou que já passou de 1000 casos respondidos e nenhum cliente na esperança de ter um que pague o investimento, talvez a taxa de sucesso esteja baixa por uma má escolha do que responder. Entenda a ferramenta é boa, mas tem que ser usada de forma racional.

Márcio Sousa continuar lendo

A questão toda é que 90% dos casos quentes as pessoas só querem uma consulta e informam que não tem dinheiro para pagar advogado

Seria bastante útil se o JusBrasil informasse que o site possui advogados que pagam contas e que se você não tem condição de pagar advogado que procure a defensoria pública, informando o endereço do site

Evitaria muitos casos quentes ou de créditos que não desenvolvem em nada.

E a questão que se você pega um caso quente ele pelo que você cobra, vai `bancar´ um ano do site o que não justifica, porque as despesas não se resumem somente ao pagamento do site.

no mais, estão corretos em cobrar em algumas coisas e em cortar outras. Fui programador por anos, sei bem como funciona esta area. continuar lendo

Prezado @marciobuell
É exatamente o que eu faço. Até prefiro esperar vários entrarem em contato e "fazer a diferença" mostrando conteúdo e solução. Bom, se estou no caminho certo, já já acontece ;) continuar lendo

Meu caro @marciobuell , obrigado pela complementação! Também fiz um levantamento estatístico juntamente com uma estagiária, o que maximizou nosso tempo de resposta e trabalho. Vem dando muito certo, respondemos cerca de 100 casos/semana e fechamos, ao menos, 2 contratos semanais. E detalhe: dos casos quentes que respondemos, apenas cerca de 14% geraram resultado - por isso não aumentei meu número de crédito. Fica a dica @jusbrasil continuar lendo

Prezado Giordano - @giordanoadv
Desculpe-me discordar, por seu comentário o seu escritório atinge cerca de 14% de sucesso dos casos quentes que o senhor responde.
Esta taxa de sucesso não é de forma alguma baixa e portanto justificaria o investimento, mesmo com o valor extremamente elevado por cada caso quente.
Veja bem, no plano PRO de R$49,00 cada caso quente lhe custa R$16,33 reais, com esta taxa de sucesso ao responder uma média de 100 casos quentes o senhor terá pago R$1.633,33 porem terá contratado com 14 destes consulentes, a depender do plano escolhido teria pago ate menos, só estou imaginando o pior dos casos.
Se estes 14 novos contratos não foram suficientes para pagar estes R$1.633,33 reais, as demais despesas do seu escritório e ainda gerar-lhe lucro, então o senhor deve repensar o valor que esta cobrando de honorários.
Uma meta que tenho em meu escritório é reduzir as despesas que não geram receitas, com o preço elevadíssimo para responder cada caso quente e pelo baixo retorno que se tem ao responder estes casos eu tenho cada vez mais reduzido muito este recuso, alias já existiram meses que não utilizei os 3 créditos que faço jus pelo plano que assinei por não encontrar casos que valessem a pena ser respondidos.
Bem esta mudança de atitude ocorreu em virtude da cobrança pelos casos determinados como quentes, antes eu respondia alguns casos que pelo descrito não haviam a minima possibilidade de contratação, mas apenas para ajudar o consulente, agora isso infelizmente não é possível pela onerosidade excessiva que isso traria ao escritório.
Márcio Sousa continuar lendo

Agradeço pelos apontamentos, @marciobuell ! Mas na realidade não pensei apenas em questão de valor monetário que recebi, mas sim na taxa de sucesso e resposta comparando um caso quente com um caso comum. Tenho mais retorno de um caso comum do que de um caso quente. continuar lendo

Prezado Rafael, li todo o artigo e uma coisa me chamou a atenção: o portal é acionado na Justiça para promover a remoção do conteúdo (espelhado) do que sai nos diários oficiais? Isso é uma piada? Desculpe a sinceridade, mas somente um advogado mal intencionado e instruído faria o patrocínio de uma ação de indenização por danos morais! O problema me parece mais grave quando você expõe que o portal têm cerca de 250 processos dessa natureza, sendo 100 deles patrocinado pelo mesmo advogado e que sempre perde essas causas! Veja bem, não estamos mais falando de ideais, mas de angariação de causas reprováveis, cuja tese não conta com um mínimo de sustentação para ser vencida, tanto que o portal ganha todas as demandas nesse sentido. E aí eu me pergunto como é que têm pessoas que contratam um advogado para tentar vingar uma tese que por si só já é natimorta? Só no Brasil mesmo, onde todos querem levar algum tipo de vantagem. Lamentável!
Concordo com a intenção do portal em excluir do sistema as informações vindas dos diários oficiais, pois me parece fazer algum sentido, mas saibam que há milhares de pessoas (nacionais e estrangeiras) que tomam conhecimento do site através dessas publicações, agregando mais visitantes e clientes para o portal. continuar lendo

Ivan, me permita a intromissão. Costumo dizer que existem 2 tipos de profissionais inscritos na OAB.
O advogado, incumbido de sua função social de múnus público, e acima de tudo, incumbido de bem orientar seus clientes e consulentes sobre o correto, o possível e o legal. E, por conta da saturação do mercado profissional da advocacia, passou a existir também o "vendedor de processo", que nada mais é que aquele bacharel registrado na OAB, sem qualquer compromisso com o cliente, com a sociedade, e com os demais operadores do direito. A unica coisa que importa a essa nova classe de profissionais é, literalmente, vender um processo para um consumidor, independentemente da causa ter viabilidade ou possibilidade jurídica. O que importa é ganhar alguns trocados (pois eles também cobram bem abaixo da tabela - quando não cobram somente pelo "ganho de causa).

Este cidadão com mais de 100 ações idênticas e com 100% de improcedência, provavelmente é um profissional da classe"vendedor de processo".

Desculpe o desabafo. continuar lendo

Seria o caso, inclusive, de fazer uma denúncia do advogado na OAB e mais grave - processá-lo por todos os danos que vem acometendo ao site! continuar lendo

Sem sombra de dúvidas o comportamento de tal "profissional" se parece muito com o conceito de sham litigation. continuar lendo

Poderiam dar mais detalhes desses casos e como podemos ajudar? continuar lendo

Caro colega Marcel Munhoz - @marcelmunhoz

Infelizmente tenho que concordar com seu desabafo e qualificação dos inscritos na OAB em duas classes.

Com a justa solução encontrada pelo Jusbrasil o advogado em questão perderá sua galinha dos ovos de ouro (isso se não estiver trabalhando pelo exito), e infelizmente os demais internautas perderão uma importante funcionalidade gratuita.

Márcio Sousa continuar lendo

Caro colega, pensei EXATAMENTE o mesmo!! Como pode o Advogado patrocinar tantas causas que já nascem perdidas? E por que o JUS ainda não fez representação na OAB contra o mesmo? Eu faria em cada seccional que ele atua. Não é possível! Abraço a todos! continuar lendo

Acha mesmo que o problema nesse caso são os clientes? continuar lendo

Realmente, tive a mesma impressão. Não vou fazer as mesmas afirmações que todos já estão fazendo contra o colega Thiago, uma vez que não conheço o teor das ações por ele intentadas, e se os 100% de improcedência mencionados no artigo já têm um número significativo de decisões transitadas em julgado. Mas analisem se não é o caso de uma representação à OAB, se considerarem que o advogado está embarcando em aventuras jurídicas (art. 2º, VII do código de ética da OAB) continuar lendo

Comentei com o @wagnerfrancesco pelo Facebook que não entendo certas coisas.

Regra geral, ou as pessoas querem as coisas de graça ou querem pagar 1 real por tudo, pois, no entender dos pirangueiros, tudo é caro.

Mas, essas mesmas pessoas aceitam, por exemplo, pagar R$15,00 numa long neck de Stella na noitada. E não bebem uma só; bebem umas dez (sem contar o tira-gosto, despesas com transporte etc.). Ou seja, é maneiro gastar R$150,00 numa noite; é "cool"; é "in"; é símbolo de "status" e sucesso financeiro (se bem que nem sempre). Por outro lado, se incomodam com a ideia de pagar menos de R$15,00/mês ao Jusbrasil pelo acesso facilitado a informações úteis e de qualidade.

O que eu percebo é que, pelo fato de a utilidade estar no mundo virtual, há quem pense que deve ser gratuito; não conseguem enxergar trabalho nos bastidores do que lhes é disponibilizado.

Esse é um bom exemplo da modernidade líquida de Bauman: a busca incessante, a altos custos, por realizações voláteis, em detrimento do que pode ser realmente útil à pessoa.

Lamentável. continuar lendo

Muito bem colocado, colega!
Trabalho tem que ser remunerado sempre.
Creio que poucos de nós faziam idéia do tamanho do time do site, ou que os custos já beiravam a R$ 1 milhão.
Concordo contigo: é preciso dar o devido valor às coisas que realmente nos são úteis.
Abs continuar lendo

Concordo, mas apenas se você reduzir as pessoas - e a sociedade - a entes totalmente racionais nas tomadas de decisão. Aí iria a comparação entre gastar R$ XXXX,XX num iphone e R$ xXXX,XX em outro tipo de smartphone baseado em Android SO e ter praticamente as mesmas funcionalidades e até maior interação com outras midias que o iPhone não tem. E sabemos que a pré-venda, para ficarmos aqui, de um único modelo de iPhone supera em muito os de outras marcas. Não sei se interpretaria a "modernidade líquida" dessa forma, mas certamente ela é apenas fruto de uma lógica de pensamento e atuação que não encontra respaldo numa rigidez sócio-comportamental como havia antes na história. Por exemplo de éticas que se modificam numa mesma pessoa. Explico: um deputado é capaz defender efusivamente em plenário o Dia da Criança, do Idoso, da Mulher, do Índio, etc, contestar a própria existência dos códigos e estatutos em sala de aula na sua disciplina e sair de uma confraternização num restaurante conduzindo automóvel após algumas rodadas de whisky, dar carteirada numa blitz, mandar autuar um (a) agente público por desacato e tentar influenciar um juiz amigo para decidir a seu favor. Acho que essa "fluidez" (simplicidade de acomodação) é que daria a idéia de "líquido" à modernidade, em contraposição a uma sólida, quase imutável, moralidade vitoriana. Enfim, ainda assim, tudo isso é feito assumido-se que decisões foram conscientemente tomadas. Quão conscientes (R$ 15,00 numa Stella/R$ 150,00 numa noite e "free lunch" à custa do trabalho alheio que facilita o seu próprio), seria uma questão. Abçs. continuar lendo

Não sou advogado, Vitor, mas o que você expôs acima transcende a área jurídica. E está 100% correto.

Que tipo de profissional deve ser esse com tamanha avareza? Profissional ou predador?

Dez vezes lamentável posturas apequenadas como estas, possivelmente hipotéticas em muitos casos, mas em outros tantos, bem possível de ocorrer.

Para quem de fato é profissional e deseja realmente ampliar sua base de clientes, acaba sendo visivelmente 'dar um tiro no próprio pé' você acabar com esse belo valor agregado disponível, inteiro, aqui e agora, que é esse site. continuar lendo