jusbrasil.com.br
11 de Dezembro de 2017

Quanto o Jusbrasil lhe paga se nos apontar uma falha que lhe gera uma vantagem indevida?

Rafael Costa, Advogado
Publicado por Rafael Costa
há 7 meses

Deparei-me com a seguinte situação hoje. Um assinante do Jus entra em contato com a seguinte mensagem:

Quanto o Jusbrasil se nos mostrar uma falha que lhe gera um benefcio indevido

Em resumo:

  1. Ele diz que descobriu uma falha do sistema que lhe permite utilizar ilimitadamente o sistema que exige pagamento proporcional ao uso, sem pagar nada a mais por isso;
  2. Diz que só nos reportará a falha se o compensarmos com "um pacote vitalício com créditos ilimitados".

Após lermos a mensagem, um dos nossos desenvolvedores investigou e, literalmente, em 30 segundos, percebeu que havia cometido um deslize e deixou os contatos abertos no código fonte da página. Não se tratava de uma falha de segurança, mas de uma pequena falta de atenção da nossa programação.

Instalou-se, então, uma discussão, da qual não participei, sobre se o rapaz deveria ou não ser compensado. Eis que lhe retornaram oferecendo 5 créditos como agradecimento por ter nos "reportado".

A resposta dele:

Quanto o Jusbrasil se nos mostrar uma falha que lhe gera um benefcio indevido

Não gostou muito dos 5 créditos.

O time Jus volta então a discutir sobre se ele deveria ser melhor recompensado ou não. A minha posição foi essa aqui:

Quanto o Jusbrasil se nos mostrar uma falha que lhe gera um benefcio indevido

Pelas 11 curtidas do time em minha mensagem até agora, acho que concordamos quanto a uma posição final sobre o tema.

Quanto o Jusbrasil lhe paga numa situação dessas? Nada, esperamos dos nossos usuários a mesma honestidade que esperam de nós.

60 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

O que se espera de um portal que se destina a funcionar como uma rede social de operadores do direito é que seja adota postura condizente com sua comunidade.
Neste sentido o linguajar utilizado não deve ultrapassar os limites da polidez e da urbanidade, nem tão pouco deve-se valer de palavras chulas.
Em apertada síntese, um utilizador da plataforma descobre uma falha no sistema que em tese lhe permitiria acesso ilimitado. Não achou honesto aproveitar-se de tal vantagem, porem em seu entendimento tal descoberta deve ser remunerada.
Diante de tal situação esta pessoa entra em contato com os administradores da plataforma informando existir uma falha sistêmica e que tal falha só seria revelada mediante remuneração.
Vivemos hoje em uma sociedade globalizada onde a informação recebe um valor monetário crescente. Tanto o é que o portal cobra para disponibilizar a informação de quais pessoas podem vir a ser um possível contratante de serviços jurídicos.
Nesta esteira, não foi desonesto tentar negociar um valor para uma informação importante para os administradores da plataforma, do contrário seria desonesto vender a informação de quem são as pessoas necessitadas de serviços jurídicos.
O que se enxerga neste caso é que a precificação da informação detida foi demasiada (um plano vitalício e ilimitado) e a outra parte pôde exercer o direito de não pagar, restando-lhe a incumbência de descobrir a falha sozinho sem contar com a ajuda do utilizador.
Assiste ao portal o direito de informar a seus utilizadores que não remunera informações de bugs ou se o faz paga um pequeno valor. O que não é aceitável é a utilização de termos chulos como escroto e de qualificar a atitude do usuário como desonesta mesmo que não se dê publicidade ao nome do negociador.
A atitude de querer vender uma informação independente do preço ser ou não absurdo não foi desonesta, desonesto seria utilizar-se da falha para ter acesso ilimitado mantendo em segredo a descoberta e isso não me parece ter sido feito. continuar lendo

Marcio - @marciobuell -, discordo dessa sua premissa: "Não achou honesto aproveitar-se de tal vantagem, porem em seu entendimento tal descoberta deve ser remunerada."

Ele foi desonesto sim, pelos seguintes motivos:

1. Ele já havia explorado mais de 1500 vezes essa falha;

2. Ele não entrou em contato para revelar a falha, mas para barganhar a manutenção da vantagem indevida que ele já tinha, pois sabia que a falha um dia seria percebida;

3. Pela "oferta" que recebemos, se nós não aceitássemos lhe recompensar, ele NÃO iria nos revelar a falha e continuaria a explorando. Provavelmente por isso que entrou em contato utilizando um email e nome falsos (independentemente, jamais revelaríamos o nome).

Ou seja, como você mesmo disse: "desonesto seria utilizar-se da falha para ter acesso ilimitado mantendo em segredo a descoberta".

Isso é justamente o que ele vinha fazendo e o que ele ia continuar a fazer, caso não aceitássemos lhe recompensar.

Quanto à linguagem, me perdoem, mas tem momentos em que só determinadas palavras expressam um sentimento. Mas sim, eu poderia ser menos genuíno e não expressar exatamente o que penso. Ainda me questiono (verdadeiramente, não é ironia) o que é melhor, mas você provavelmente está certo no sentido de que amaciar a linguagem seria melhor para o Jus e para mim.

Abs. continuar lendo

Marcio Souza, concordo totalmente com o seu comentário. Parabéns! continuar lendo

Concordo Márcio.

Após a leitura do texto e dos comentários temos a impressão de que o sujeito teria evitado julgamentos e qualificações ficando em silêncio. Isto sim seria desonesto.

Mas de qualquer forma a pluralidade de opiniões é o que torna o portal tão interessante. continuar lendo

Tem toda razão, @marciobuell! Apesar de não achar que atingi sua honra, de fato eu entendi, pelo seu comentário, que você tinha sido o autor do comentário. Por causa da confusão, preferi até excluir o meu comentário. Desculpa pelo mal entendido! continuar lendo

É você o Advogado, Márcio? continuar lendo

Prezado Dr Ronyelsen - @academicodir

Fico-lhe agradecido pelo comentário, muito provavelmente o senhor não tenha lido o post do Shankar - @shankarcabus e em seguida minha resposta porque logo após decidimos apagar tais comentários por não trazer nada que enriqueça o tema.

De toda forma, a resposta ao seu questionamento é Não.

Márcio Sousa continuar lendo

Cobrar uma boa ação dos políticos eleitos, querendo que eles tomem atitudes em prol dos outros e não deles mesmos, é fácil. Difícil é agir dessa forma, nós mesmos.
Mais uma vez afirmo, a mudança deve partir de nós mesmos e não dos outros.
Que sejamos melhores e não esperemos mudança alheia! continuar lendo

Rafael,

Se eu estivesse no lugar dele, diria qual a falha que constatei sem buscar uma compensação; revelou-se no mínimo um "marau".

Tal epifania o colocou em uma situação que, eu entendo assim, se precisasse de um advogado ele seria o não escolhido com toda certeza. continuar lendo

Falou e disse, Rafael!
É por estas e outras que o país está neste precipício.
Agiu corretamente!

Onde assino?

Ops: posso curtir quantas vezes?

Bola pra frente! continuar lendo

Se a honestidade merece ser recompensada, o contrário merece a devida repreensão, lamentável. continuar lendo